CIBERRESILIÊNCIA GANHA PROTAGONISMO NA SUPERVISÃO DO SISTEMA FINANCEIRO

Bancos, fintechs e instituições de pagamento enfrentam novas exigências para prevenir ataques cibernéticos e garantir a continuidade dos serviços
A segurança digital passou a ocupar posição central na supervisão do sistema financeiro. Especialistas apontam que a chamada ciberresiliência está se consolidando como uma nova camada regulatória, exigindo que instituições financeiras estejam preparadas não apenas para evitar ataques cibernéticos, mas também para responder rapidamente a incidentes e manter seus serviços em funcionamento.
O tema ganhou relevância diante do aumento da digitalização bancária, da expansão do Open Finance e da crescente dependência de plataformas tecnológicas para a realização de operações financeiras. Nesse cenário, falhas de segurança podem gerar impactos significativos para consumidores, instituições e para a estabilidade do próprio sistema financeiro.
Segundo análise publicada pelo JOTA, a tendência regulatória observada no Brasil e em diversos mercados internacionais aponta para uma mudança de enfoque. A preocupação das autoridades não se limita mais à proteção de dados e à prevenção de fraudes, mas também à capacidade das instituições de resistirem, reagirem e se recuperarem de ataques cibernéticos.
Na prática, isso significa que bancos, fintechs, cooperativas de crédito e instituições de pagamento deverão investir cada vez mais em governança tecnológica, monitoramento contínuo, planos de contingência e mecanismos de resposta a incidentes.
A discussão também envolve a atuação de órgãos reguladores, como o Banco Central, que vêm ampliando as exigências relacionadas à gestão de riscos operacionais e tecnológicos. O objetivo é reduzir vulnerabilidades capazes de comprometer a confiança dos consumidores e a segurança das operações financeiras.
Para os especialistas, a ciberresiliência tende a se tornar um dos pilares da regulação financeira moderna, equiparando-se à importância já atribuída à gestão de riscos de crédito, liquidez e capital.
Em um ambiente cada vez mais digital, a capacidade de enfrentar ataques cibernéticos e manter a continuidade dos serviços deixou de ser apenas uma questão tecnológica para se tornar um elemento essencial da estabilidade financeira e da proteção dos consumidores.
Fonte: JOTA – Fronteiras da Regulação Financeira.









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